Na semana passada, vimos que as palavras de Paulo em 2 Coríntios 4.8-9 foram escritas em um contexto de sofrimento, perseguição e críticas ao seu ministério.
“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; ficamos perplexos, porém não desanimados; somos perseguidos, porém não abandonados; somos derrubados, porém não destruídos.”
Mas é aí que a coisa fica interessante! Enquanto seus adversários usavam as dificuldades de Paulo como prova do seu fracasso diante de Deus, Paulo vira a mesa e enxerga nelas uma oportunidade para que o verdadeiro poder de Deus seja revelado. É justamente essa explicação que ele desenvolve nos versículos anteriores ao nosso texto. Ele escreve:
Os coríntios entenderiam imediatamente essa imagem. Vasos de barro eram objetos comuns, baratos e frágeis. Mas, justamente por serem simples, muitas vezes eram usados para guardar moedas e objetos valiosos. Quem procurava riquezas dificilmente prestaria atenção em um simples recipiente de barro.
Mas qual é esse tesouro a que Paulo se refere?
A resposta está no versículo anterior: “o conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo” (2 Coríntios 4.6). Em outras palavras, o tesouro escondido em vasos frágeis é o próprio Jesus Cristo. É nele que Deus se revela. É nele que vemos quem Deus é. É nele que conhecemos seu amor, sua misericórdia e sua salvação. Quando queremos olhar para a glória de Deus, não precisamos procurar em experiências extraordinárias ou em demonstrações impressionantes de poder de Deus em uma pessoa bem-sucedida. Precisamos apenas olhar para Jesus Cristo. Quem quer conhecer Deus deve olhar para a cruz de Cristo.
Mas a imagem do vaso de barro nos leva ainda mais longe. Em muitos casos, para acessar o conteúdo de um vaso era necessário quebrá-lo. E aqui encontramos uma das grandes lições desse texto.
Por que Paulo sofria tanto? Por que enfrentava perseguições, prisões, naufrágios, açoites e rejeições? Ele mesmo responde: “para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Coríntios 4.7).
Enquanto as pessoas olham para o vaso, prestam atenção no vaso. Mas quando ele se quebra, o olhar se volta para aquilo que estava guardado dentro dele.
Pense um pouco sobre isso: é só quando o vaso se quebra, que o seu conteúdo pode aparecer... E aí, como você está?
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