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Terça-feira, 08 de Setembro 2026
Programação Religiosa

O dia em que Jesus encontrou um funeral

Tire um tempinho, abra a sua Bíblia e leia o que Deus fez em Efésios 2.1-9!

Rev. Me. George Felten
Por Rev. Me. George Felten
O dia em que Jesus encontrou um funeral
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            Há pouco tempo, perdi uma tia minha. Não muito antes disso, havia perdido um primo de forma repentina e, neste ano, nossa comunidade em Estância Velha também se despediu de três líderes importantes, todos de forma repentina e inesperada. São perdas que se acumulam e nos lembram de uma realidade da qual ninguém escapa: desde a queda em pecado, a morte faz parte da experiência humana.

            Como pastor, parte do meu ofício é justamente estar presente nesses momentos. Acompanho famílias, participo de velórios e procuro levar a Palavra de Deus a pessoas que estão sofrendo. Nunca é uma tarefa fácil, embora existam velórios mais serenos, quando a partida acontece após uma longa caminhada de vida, ou depois de uma longa e cansativa batalha. Mas também existem aqueles que nos deixam profundamente abalados, quando a morte chega de forma inesperada e parece interromper tudo abruptamente.

            Quando falamos sobre a morte, geralmente corremos dois riscos. O primeiro é fazer pouco caso dela. Usamos expressões como “foi apenas uma passagem”, “descansou” ou outras semelhantes, quase como se a morte não fosse algo tão sério assim. O segundo risco é cair no desespero tão grande, como se ela tivesse a palavra final sobre tudo. Nesse caso, surgem pensamentos como: “acabou tudo”, “não há mais esperança”, “a morte venceu”.

            Mas hoje eu quero convidar você a olhar comigo para um episódio narrado em Lucas 7.11-17, e aprender como Jesus reage à morte de um jovem.

 

Pouco tempo depois Jesus foi para uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão foram com ele. Quando ele estava chegando perto do portão da cidade, ia saindo um enterro. O defunto era filho único de uma viúva, e muita gente da cidade ia com ela. Quando o Senhor a viu, ficou com muita pena dela e disse: “Não chore.” Então ele chegou mais perto e tocou no caixão. E os que o estavam carregando pararam. Então Jesus disse: “Moço, eu ordeno a você: levante-se!” O moço sentou-se no caixão e começou a falar, e Jesus o entregou à mãe. Todos ficaram com muito medo e louvavam a Deus, dizendo: “Que grande profeta apareceu entre nós! Deus veio salvar o seu povo!” Essas notícias a respeito de Jesus se espalharam por todo o país e pelas regiões vizinhas.

 

            Que contraste impressionante, né? De um lado está Jesus, que é a própria Vida; do outro, um funeral. De um lado, aquele que veio trazer salvação; do outro, a dolorosa realidade da morte.

            O morto era o único filho de uma viúva. Além da dor da perda, aquela mulher enfrentava um futuro de insegurança e solidão. E então o texto nos revela algo muito importante. O que levou Jesus a agir? Lucas registra que Jesus teve pena, piedade, misericórdia da mulher!

            Esse detalhe nos ensina algo precioso sobre o coração de Deus. Jesus não olha para a morte com indiferença. Ele não a considera algo natural ou insignificante. Deus sente compaixão diante do sofrimento humano. A morte traz dor porque ela não fazia parte do propósito original de Deus para a sua criação. Ela é consequência do pecado e produz separação, sofrimento.

            Mas Jesus age. Ele aproxima-se do caixão, ordena ao jovem que se levante e o devolve vivo à sua mãe. Algumas pessoas já me perguntaram: “Se Jesus ressuscitou tantas pessoas, por que não ressuscitou todas? E por que não ressuscita determinada pessoa hoje?” A Bíblia não responde diretamente a todas essas perguntas. Mas ela nos mostra algo ainda mais profundo.

            Tire um tempinho, abra a sua Bíblia e leia o que Deus fez em Efésios 2.1-9!

            Todos nós estávamos mortos em nossos pecados. Respirávamos, trabalhávamos, sonhávamos e seguíamos nossas rotinas, mas espiritualmente estávamos mortos. Então Deus, por sua graça, nos deu vida juntamente com Cristo. Antes mesmo de resolver definitivamente o problema da morte física, Jesus veio resolver o problema mais profundo e eterno: nossa morte espiritual.

            Sabe o que isso significa? É que a realidade da morte que vemos diariamente não tem a palavra final sobre quem realmente está vivo. A última palavra pertence àquele que venceu a morte! Ele mesmo declarou: “Eu sou o caminho, a verdade E A VIDA!” (João 14.6).

            É verdade, a morte continua sendo dolorosa, continua arrancando lágrimas dos nossos olhos, continua nos lembrando da fragilidade da vida neste mundo. Mas para aqueles que pertencem a Cristo, ela não é a vencedora da história.

            O túmulo vazio de Jesus nos lembra que a morte foi derrotada. E aquele que trouxe o filho da viúva de volta à vida promete também a ressurreição de todos os que nele creem.

            Por isso, não precisamos fazer pouco caso da morte, nem nos desesperar diante dela. Podemos encará-la com honestidade, reconhecer sua dor e, ao mesmo tempo, confiar na promessa daquele que venceu a morte por nós.

            Em Cristo, a vida sempre terá a última palavra.

 

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Rev. Me. George Felten

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Rev. Me. George Felten

Pastor da Comunidade Evangélica Luterana Cristo Salvador e Capelão do Colégio Luterano Arthur Konrath.

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