Sapiranga - De 11 a 13 de agosto, o Fly.Hub, em Sapiranga, foi ponto de encontro para quem buscava novas ideias, conexões e oportunidades em torno da inovação. Em sua quarta edição, o Sapiranga Summit reuniu mais de 20 mil participantes ao longo dos três dias, com uma programação que combinou empreendedorismo, tecnologia, negócios, criatividade, cultura e entretenimento.
Ao todo, foram mais de 95 horas de programação, com cerca de 200 palestrantes distribuídos em oito espaços simultâneos, incluindo dois palcos com formato de palestras silenciosas, além de startups, empresas, ativações, experiências e atrações culturais.
Para o diretor de Inovação de Sapiranga, Paulo Kayser, o resultado da edição confirma a força que o evento vem ganhando e abre caminho para uma nova etapa. “Nós já quebramos todos os recordes de público, recordes de presentes, de speakers. Então está sendo um evento maravilhoso, a aderência do público foi sensacional. As pessoas estão fechando negócios, e os participantes ampliando conexões. Para nós, isso é o principal e mais gratificante”, comemorou.
Ao longo dos três dias, o Summit reuniu diferentes perfis de público e propostas em um mesmo ambiente. Os oito espaços de programação permitiram que os participantes circulassem entre conteúdos sobre tecnologia, inteligência artificial, empreendedorismo, varejo, gestão, cultura, criatividade e comportamento.
A presença de startups e empresas do próprio Fly.Hub também aproximou as discussões apresentadas nos palcos de soluções e negócios que já fazem parte do ecossistema local de inovação.
Grandes nomes encerram programação
O terceiro e último dia do Summit manteve a diversidade de temas que marcou a edição, reunindo nomes de alcance nacional em diferentes áreas. Entre os principais destaques da programação estiveram Mari Maria, CEO da Mari Maria Makeup e influenciadora, e Toguro, influenciador, empresário e criador de conteúdo, que levaram ao palco diferentes perspectivas sobre empreendedorismo, construção de marca e criação de conteúdo.
Com uma comunidade construída ao longo dos anos no ambiente digital, Mari Maria destacou que essa relação também influencia as decisões da marca. Para ela, a credibilidade edificada junto ao público aumenta a responsabilidade de buscar novidades e manter coerência entre os produtos e os valores da empresa. “Eu me sinto responsável, porque como eu tenho uma comunidade de pessoas que me seguem e me acompanham e essa credibilidade que eu vim construindo ao longo dos anos, eu me sinto responsável por trazer produtos que façam sentido para as pessoas, mantendo a coerência da marca. Então, eu me sinto na obrigação de estar evoluindo, correndo atrás de coisas novas”, pontuou.
A empresária também falou sobre o desafio de ampliar a atuação da Mari Maria Makeup sem abrir mão da produção nacional. Segundo ela, a marca busca incorporar tecnologia e referências internacionais, mas mantendo sua identidade brasileira e valorizando fornecedores e fábricas do país. “O mínimo que eu sinto que eu tenho que fazer é trazer o que está de bom no mundo para dentro do Brasil, com a nossa leitura. E como eu faço muita questão de ter produtos 100% brasileiros, eu acho que esse é o meu maior desafio. Eu poderia pegar tudo de fora, mas eu estou sempre buscando fazer com produtos aqui de dentro”, finalizou.
Já Toguro levou ao palco a experiência de quem começou a produzir conteúdo para a internet quando as redes sociais ainda estavam longe de ter a dimensão atual. Ao relembrar o início da trajetória, o influenciador destacou como foi apostar em um caminho que, naquele momento, ainda parecia pouco convencional. “Há 20 anos, eu comecei a gravar vídeo para a internet. Só que, 20 anos atrás, não existia celular como existe hoje. Eu vim de uma época em que gravar vídeo, tirar foto, não era tendência. Eu era um patinho diferente”, relembrou.
A decisão de transformar a criação de conteúdo em profissão veio antes de o mercado reconhecer esse potencial. Segundo Toguro, ele precisou deixar o trabalho com o pai para seguir o próprio projeto, mesmo sem ter a certeza de que as redes sociais poderiam se tornar uma fonte de renda. “Eu trabalhava com meu pai e, por muitos anos, ele nunca acreditou nos meus sonhos. Ele nunca imaginou que um vídeo, um celular, uma rede social poderiam trazer algum tipo de retorno. Só que lá atrás eu falei: pai, infelizmente eu vou deixar o trabalho do senhor e vou gravar vídeo. O resto, vocês já sabem”, contou.
Também passaram pelos palcos do Summit a economista-chefe, professora universitária e palestrante Patrícia Palermo, com o tema “Só vende quem entende”, e o ator e humorista Nelson Freitas, que trouxe reflexões sobre humor, bem-estar, desenvolvimento e conexões.No palco Arena Expocoopera Sicredi, o jornalista e comunicador Elzinga apresentou a palestra “Redescobrindo o RS”, propondo um novo olhar sobre lugares que fazem parte do cotidiano dos gaúchos. A reflexão partiu da ideia de sair das rotas habituais e redescobrir o próprio território.“Aqui fica minha mensagem pra vocês: é preciso a gente redescobrir o nosso Estado. E redescobrir o Rio Grande do Sul significa sair um pouco da rota convencional, de ir todo final de semana, ou todo dia, para o mesmo lugar. Fazer uma volta diferente para chegar ao trabalho e mudar a nossa percepção sobre aquilo que está ao nosso redor”, destacou. A reflexão avançou para a forma como o olhar pode transformar a percepção sobre lugares já conhecidos. “O belo é sempre o novo, é aquilo que a gente vê todos os dias e deixa de ser belo pra gente”, concluiu.
A noite foi encerrada com o show da banda Acústicos & Valvulados, no Palco Cultura, que levou ao Summit a celebração de seus 35 anos de carreira. Nesta edição, o espaço ganhou uma programação mais estruturada para receber shows e artistas locais e regionais, aproximando o público da produção cultural que também faz parte da economia e da identidade da região.
Participantes buscam novas ideias para negócios e trajetóriasAlém de acompanhar as palestras, parte do público chegou ao Summit com objetivos definidos: buscar conhecimento, encontrar referências e levar novas ideias para suas empresas e carreiras. Foi o caso dos empresários Benhur Saltiél e Carolina Becker, que participaram do evento pela primeira vez acompanhados de sua equipe. Para Saltiél, a realização de um evento dessa dimensão em Sapiranga também evidencia o potencial do município e da região. “Fiquei muito feliz de ver um evento tão grande no município, que às vezes também não é tão reconhecido no estado, e fico muito honrado, porque eu acho que a gente tem empresas tão fortes aqui, em cidades pequenas, quanto em cidades grandes”, destacou Saltiél.
A equipe participou das atividades com atenção especial aos temas relacionados à liderança e às mudanças no ambiente de trabalho. “A gente veio muito focado na questão de liderança. Então, trouxemos o nosso time de gerentes para ver como é que a gente conversa com essa nova geração, o que a gente tem que fazer, como a gente tem que se comunicar, como a gente pode passar o nosso conhecimento também, o que vale a pena passar, o que não vale a pena, o que a gente precisa aprender com eles também, que é muito importante”, explicou.
Para Carolina, a presença de Mari Maria também despertou interesse pela trajetória empresarial da influenciadora. “Eu quero saber mais da história de vida dela, porque eu acho ela uma empreendedora exemplar”, pontuou. Entre as palestras acompanhadas pelo casal também estiveram a do campeão olímpico Cesar Cielo, além de Arthur Bender, com o tema “Paixão, significado e propósito”, e Flavio Steffens, que abordou “Desmistificando o fracasso”.
Startups aproximam o público da inovação
A presença de startups foi outro elemento que aproximou o ecossistema de inovação do público durante os três dias. Além das empresas já instaladas no Fly.Hub, o Summit recebeu negócios que participaram como expositores e apresentaram seus produtos, serviços e soluções.Entre eles estava a Go19, empresa de tecnologia voltada à gestão de negócios, que participou do evento ao lado da Post2Go, plataforma de marketing de conteúdo com inteligência artificial.
Para Guto Ortac, empreendedor à frente das empresas e participante do Summit desde a primeira edição, eventos do segmento ajudam a aproximar as startups de públicos que normalmente não acompanham o ecossistema de inovação de perto. “É um orgulho, uma satisfação e uma alegria muito grandes ver o quanto o Sapiranga Summit cresce ano a ano. E o mais legal é que, através da Sinos Valley e também do Inova Sapiranga, a gente consegue estourar a bolha dessa galera que vive a inovação todos os dias e mostrar para o mercado e para a comunidade o que é inovação, como trabalhar com empreendedorismo e o que é tecnologia”, explicou.
Para ele, a presença das startups também amplia o espaço para conversas que vão além da apresentação de produtos. “É um espaço muito importante para nós que temos startups, de conseguir levar para um público maior e mais abrangente o que nós desenvolvemos lá no dia a dia, na raça e na força”, finalizou.
Edição de 2027 já está confirmada
Com os resultados desta edição, a organização já começa a projetar o próximo encontro. A 5ª edição do Sapiranga Summit está confirmada para acontecer nos dias 10, 11 e 12 de agosto de 2027, dando continuidade à proposta de transformar Sapiranga em um ponto de encontro entre conhecimento, empreendedorismo, tecnologia e novas oportunidades.
📷 Talenttare
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