Estância Velha - O arquiteto e artista visual estanciense Feu Cardoso, realiza nesta quarta-feira, dia 30 de outubro, a abertura da exposição Memórias Sedimentadas, que estará aberta à visitação no Espaço Sicredi (Av. Feitoria 5070,em São Leopoldo).
O trabalho elaborado pelo jovem talento é composto por uma série de retratos de pessoas atingidas pela enchente de maio, feitos com lama e materiais resgatados dos destroços. Estas imagens criam uma conexão intensa com a realidade de quem passou por essa terrível experiência.
"Gostaria muito de contar com a presença de todos para conferir de perto. A abertura da exposição acontece nesta quarta-feira, 30/10/2024, às 19h, no Espaço Sicredi" destaca Feu.
MEMÓRIAS SEDIMENTADAS
"Esta série retrata os sobreviventes das enchentes de maio de 2024. As obras foram criadas à partir de fragmentos de móveis recolhidos nas áreas atingidas e pintadas com a própria lama trazida pela destruição.
Este projeto é uma homenagem à resiliência e à fragilidade humanas, preservando histórias que não podem ser esquecidas"
O evento inaugural da exposição terá a participação musical de um centro de música de Estância Velha.
"Memórias Sedimentadas" é uma série de 16 retratos de pessoas atingidas pelas enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. As pinturas foram criadas com fragmentos de móveis recolhidos das áreas atingidas e utilizando a lama da destruição para construir as imagens.
Durante visitas às casas das vítimas, foram feitas fotografias que serviram de base para as obras de arte. Ao transformar o horror em uma reflexão sobre o indivíduo por trás dos números, a arte revela seu poder em tempos de crise.
Apresentando uma narrativa visceral e poética, destaca-se a necessidade de contar as histórias que emergem dos escombros. Cada fragmento carrega a essência de vidas interrompidas: "A quem isso pertenceu? Qual era sua função? Que lar habitava?"
A conexão com a obra acontece quando celebramos a força e a esperança que persistem em meio à destruição. Incorporando os destroços nos retratos, o trabalho adquire uma dimensão simbólica,
onde as manchas de lama atuam como cicatrizes da tragédia.
"Este projeto não é apenas um tributo aos que sofreram, mas um manifesto sobre a condição humana, uma forma de preservar e lembrar histórias que merecem ser contadas", argumenta.
📷Feu Cardoso/divulgação