Assim como a amizade, o amor e a paixão são espontâneos.
Acontece e ponto. Deu match.
Mas, porém, todavia, contudo, no entanto e entretanto, a danada da ansiedade, prevendo e idealizando o que ainda não aconteceu, faz com que a gente crie expectativas e até fantasias mirabolantes.
Criamos uma infinidade de planos. Às vezes não passam de coisas mega legais, mas que, de fato, são apenas desejos ou jamais aconteceriam, além da nossa imaginação. Será?
É a idealização. Essa é a questão.
Idealizamos uma pessoa que, talvez nós gostaríamos de ser (Freud explica), que completaria o nosso vazio, ou a parte que nos falta.
Pode até dar certo um casal onde um bebe (chimarrão, cerveja, café...) e outro não. Um gosta de carnaval, e o outro não troca de jeito nenhum seu sossego na companhia de um bom livro.
Acordos. Um cede aqui o outro ali. Mas, sempre tem o “mas”, aquela metida conjunção adversativa.
A maturidade (às vezes muito choro, solidão, furadas, cara e coração quebrados) e os dias após os outros, que nos tornam mais conscientes de que a nossa felicidade está conosco.
Nenhum outro irá nos completar. Não somos metade.
Sempre existirá um vazio. E este poderá ser preenchido de diversas formas.
"I can buy me some flowers", já diz a canção da Miley Cyrus em que ela própria compra as flores que quiser!
Hei! Somos ímpares, pois não existe outro igual! Somos incomparáveis! Únicos.
Se com pares der certo, ótimo! Um salve aos trios, aos grupos de amigos e família que só agregam!
Se deu match na amizade já aconteceu!
E quando o destino nos apresenta uma amizade tão intensa e tão profunda que vira amor?
Como está a leitura?
Grande abraço, Jeanine de Moraes
Instagram: @jeaninedemoraes
E-mail: jeaninedemoraes@gmail.com
Livro citado: Indico o livro "A parte que falta" de Shel Silverstein sobre esse tema.
Uma leitura leve e muito reflexiva sobre o amor próprio com ilustrações super simples e fofas.
Tenho ele em PDF, quem se interessar me manda uma mensagem, e-mail que eu encaminho.