"Por que quando as vendas diminuem o primeiro corte é com marketing?"
Dou as boas-vindas à essa coluna trazendo essa pergunta que me deparo quase sempre quando vou conversar com empresários… É muito contraditório e até estranho de entender essa tomada de decisão, mas ela acontece muito e eu vou explicar o motivo.
Eu me chamo Luiza Fróes, sou empresária, fundadora da Agência de Marketing Alra de Novo Hamburgo e atuo com marketing desde 2018. Sou mestra e doutoranda em Administração e já atuei como coordenadora de bacharelado em Administração da Faculdade IENH.
Analisando o comportamento de muitas empresas, principalmente as que possuem uma cultura mais tradicional, percebemos que a área de marketing nunca teve um papel tão importante e crucial como outras áreas da gestão. Sempre esteve ali, como um apoio para "eventos, flyers e deixar a imagem bonita", mas não de forma estratégica e inserida no core da empresa.
Ou seja, quando tudo está bem, o marketing vem, quando as coisas não estão bem, o marketing se vai… Um ciclo nada saudável levando em consideração que área de marketing é processual, feita de processos contínuos, cíclicos e permanentes em uma empresa.
O marketing, quando construído de forma estratégica, é a principal ação para atrair novos clientes, fidelizar os antigos e reativar alguns relacionamentos. Sim, é ele que faz a "mágica" acontecer, tanto no digital, como offline. É ele que atrai as pessoas, que demonstra os seus diferenciais, vantagens, benefícios e motivos para comprar. É ele, com diferentes estratégias, que ajuda seu público-alvo a te enxergar como a opção ideal.
E sim, é ele que te salva ou que pode te salvar quando nada mais parece funcionar.
Neste contexto, percebe-se que a ação de cortar os investimentos em marketing quando as vendas diminuem, é o famoso "tiro no pé", pois são nesses momentos difíceis que o marketing precisa ser o "queridinho" da tua empresa, o melhor amigo do comercial e os investimento precisam ser ainda mais direcionados para ele (de forma assertiva e coerente, é claro).
Mudar essa concepção não é algo fácil, pois como comentei, envolve aspectos comportamentais e culturais das empresas e isso leva tempo até ser transformado.
Só que é preciso ficar claro que cortar o marketing na crise é a maior crise que você vai criar para o seu negócio.
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Texto: Luiza Fróes
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