Há uma cena que se repete todos os anos, talvez na sua própria vida: o caminho silencioso até o cemitério, o peso da saudade no peito, as lembranças que vêm como um sopro suave em meio ao calor da dor. Diante de uma lápide fria, pensamentos se misturam: “quando foi a última vez que conversamos?”, “será que eu poderia ter feito algo diferente?” E, quase como um reflexo, dizemos: “fazer o quê… a vida continua”.
Duas mulheres de mesmo nome, “Maria”, também caminharam assim, em direção a um túmulo, carregando tristeza, culpa e um passado que parecia irreversível. Elas tinham visto seu amigo próximo morrer injustamente e brutalmente e não puderam (ou tiveram medo) de fazer alguma coisa para impedir isso. Agora, elas iam apenas lidar com o que restava deste passado: um corpo sem vida e uma história encerrada.
Mas, de repente, um terremoto, um anjo, uma pedra removida, e uma mensagem que quebra toda lógica humana: “Não tenham medo!… ele não está aqui; já foi ressuscitado” (Mateus 28.5-6). O que era fim torna-se recomeço. O que era derrota revela-se vitória. E quando elas vêm de fato o seu amigo vivo novamente, se agarram aos seus pés! A vida REALMENTE continua!
Talvez sem perceber, você tem repetido esta frase (“Fazer o quê? A vida continua...”), e ela não poderia ser uma verdade mais clara da parte de Deus para você! Jesus Cristo, o amigo daquelas mulheres não estava morrendo por causa dele mesmo, mas por minha causa e por sua causa também! E quando ele ressuscita ao terceiro dia, ele vence o último inimigo que nos assustava.
O pecado está perdoado! O diabo está vencido! A morte está morta!
Feliz Páscoa! A Vida continua!