Quando somos jovens, nossos ídolos estão no nosso dia a dia, participando da nossa realidade, vivendo dentro do nosso mundo.
Lemos livros, escrevemos poemas, cantamos e dançamos (loucamente) nossas músicas preferidas. E assim somos influenciados, descobrindo coisas fascinantes.
Idealizamos. Sonhamos com um mundo que nem sequer 10% sabemos como é, ou o que queremos dele.
Sonhos, projetos e ideologias por vezes ficam no passado.
Tantos medos e inseguranças. Quantos acontecimentos que ficaram lá no passado? Que fiquem lá mesmo.
Hoje, com meus vívidos 45 anos, sinto-me tão jovem.
A cara não é a mesma. Não há mais aquele mesmo brilho no olhar, nem a pele é tão viçosa. Os cabelos já também não são mais os mesmos, os fios brancos tentam competir na minha cabeleira. Não tem mais jeito, me rendi de vez à coloração, para cobri-los.
Só a minha voz estridente é que não mudou em mim. Do resto, só nas fotografias.
Se tudo em mim mudou eu não posso afirmar.
As experiências tornaram-me menos tola, menos medrosa e muito mais confiante.
Continuo a mesma sonhadora, cheia de projetos e de energia.
Acredito na evolução da vida, acredito no amor, seja ele da forma, espécie, sexo ou crença que for.
Hoje quero indicar um filme que eu adorei, o “Somos Tão Jovens”, de Antônio Carlos da Fontoura, que conta parte da vida e da arte de Renato Russo.
Assisti no cinema logo que lançou (2013), mas com certeza tem nos streamings.
Lembro que as minhas lágrimas foram incontroláveis ao escutar “Geração Coca-Cola”. Foi uma nostalgia deliciosa total.
Pra quem é fã da banda Legião Urbana vale muito a pena, e pra quem não é também. Além da musicalidade, rola uma identificação no filme, que retrata a juventude, com seus anseios, medos e desafios da vida.
Um filme ao mérito do grande ícone musical e poeta Renato Russo.
O tempo não para e passa para todos.
O mundo, a vida e o cotidiano são pura poesia.
Essa simplicidade e complexidade é que fazem eu me apaixonar (sofrendo e amando intensamente, em altos e baixos como numa montanha russa) pela vida.
Tantos jovens, de qualquer idade, têm potencial, se fizessem mesmo o dever de casa.
Pena que a energia e adrenalina, que correm nas veias na juventude, modificam-se com o passar dos anos.
Alguns chamam isso de amadurecimento. Podemos afirmar que muitos não amadurecem, seja com a idade que for.
Não falo sobre viver no passado, ou o fato de não evoluir. O que quero dizer é sobre aqueles que, com o passar dos anos, simplesmente apodrecem!
Ser jovem ou velho é questão de atitude!
Viva para sempre, Renato Russo! Que eternizem suas canções belíssimas, que marcaram uma geração, felizmente a minha.
Grande abraço,
Jeanine de Moraes
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E-mail: jeaninedemoraes@gmail.com