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Segunda-feira, 13 de Julho 2026
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Crônicas, Contos & Dicas

SOMOS TÃO JOVENS

O tempo não para e passa para todos.

Jeanine de Moraes
Por Jeanine de Moraes
SOMOS TÃO JOVENS
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Quando somos jovens, nossos ídolos estão no nosso dia a dia, participando da nossa realidade, vivendo dentro do nosso mundo.

Lemos livros, escrevemos poemas, cantamos e dançamos (loucamente) nossas músicas preferidas. E assim somos influenciados, descobrindo coisas fascinantes.

Idealizamos. Sonhamos com um mundo que nem sequer 10% sabemos como é, ou o que queremos dele.

Sonhos, projetos e ideologias por vezes ficam no passado.

Tantos medos e inseguranças. Quantos acontecimentos que ficaram lá no passado? Que fiquem lá mesmo.

Hoje, com meus vívidos 45 anos, sinto-me tão jovem.

A cara não é a mesma. Não há mais aquele mesmo brilho no olhar, nem a pele é tão viçosa. Os cabelos já também não são mais os mesmos, os fios brancos tentam competir na minha cabeleira. Não tem mais jeito, me rendi de vez à coloração, para cobri-los.

Só a minha voz estridente é que não mudou em mim. Do resto, só nas fotografias.

Se tudo em mim mudou eu não posso afirmar.

As experiências tornaram-me menos tola, menos medrosa e muito mais confiante.

Continuo a mesma sonhadora, cheia de projetos e de energia.

Acredito na evolução da vida, acredito no amor, seja ele da forma, espécie, sexo ou crença que for.

 

Hoje quero indicar um filme que eu adorei, o “Somos Tão Jovens”, de Antônio Carlos da Fontoura, que conta parte da vida e da arte de Renato Russo.

Assisti no cinema logo que lançou (2013), mas com certeza tem nos streamings.

Lembro que as minhas lágrimas foram incontroláveis ao escutar “Geração Coca-Cola”. Foi uma nostalgia deliciosa total.

 

Pra quem é fã da banda Legião Urbana vale muito a pena, e pra quem não é também. Além da musicalidade, rola uma identificação no filme, que retrata a juventude, com seus anseios, medos e desafios da vida. 

Um filme ao mérito do grande ícone musical e poeta Renato Russo.

O tempo não para e passa para todos. 

O mundo, a vida e o cotidiano são pura poesia.

Essa simplicidade e complexidade é que fazem eu me apaixonar (sofrendo e amando intensamente, em altos e baixos como numa montanha russa) pela vida.

Tantos jovens, de qualquer idade, têm potencial, se fizessem mesmo o dever de casa.

Pena que a energia e adrenalina, que correm nas veias na juventude, modificam-se com o passar dos anos.

Alguns chamam isso de amadurecimento. Podemos afirmar que muitos não amadurecem, seja com a idade que for.

Não falo sobre viver no passado, ou o fato de não evoluir. O que quero dizer é sobre aqueles que, com o passar dos anos, simplesmente apodrecem!

Ser jovem ou velho é questão de atitude!

Viva para sempre, Renato Russo! Que eternizem suas canções belíssimas, que marcaram uma geração, felizmente a minha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grande abraço,

Jeanine de Moraes 

Instagram: @jeaninedemoraes
E-mail: jeaninedemoraes@gmail.com

Jeanine de Moraes

Publicado por:

Jeanine de Moraes

Profissional do Setor Coureiro, Graduada em Letras Português/Inglês, Revisora textual, Aspirante a escritora e Planteira de Quintal nas horas vagas.

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