Quando Jesus estava na Judeia, algumas pessoas tentaram trazer suas crianças para perto dele para que Jesus as abençoasse. Mas os discípulos de Jesus, talvez com a intenção de manter a ordem e organização, tentaram impedir os pais de fazerem isso.
É aí que Jesus diz: “Jesus disse: Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.” (Mateus 19.14)
Geralmente as pessoas têm um entendimento errado sobre o que significa isso. Alguns tentam interpretar com olhos de hoje estas palavras ditas há 2 mil anos. Hoje, olhamos para crianças como seres quase que angelicais, puras, sem pecado. Mas isto nós pensamos (erradamente) hoje! A Bíblia nos fala que todos, sem distinção, “pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus.” (Rm 3.23) Também Davi escreve que ele tem “sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido.” (Sl 51.5)
Assim, a Bíblia é clara em dizer que crianças tem pecado sim, e é por isso que elas precisam ser trazidas para Jesus através do batismo. Mas este é assunto para outro momento!
Mas então o que Jesus quis dizer com isso de “o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.”?
Naquela época, as crianças eram vistas como adultos incompletos e falhos. E é por isso que, geralmente, pouca atenção era dada a elas. Assim, ser como criança é reconhecer-se como... nada! É depender totalmente do adulto, do pai.
Sem Deus e sua Salvação em Jesus, nós somos nada. Nada na nossa vida faria sentido sem Jesus, pois do contrário encontraríamos na morte um fim último. Com Jesus, por outro lado, a vida ganha o sentido que tantas pessoas ainda buscam hoje.
Isto é ser como as crianças: é olhar a Jesus Cristo como a única possibilidade de Vida verdadeira e com sentido.